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Boas práticas de automações
Comece por modelos prontos, teste no mesmo motor da produção, mantenha supervisão no início e trate disparo proativo como responsabilidade de consentimento.
Automações transformam o trabalho repetido da mesa em fluxos confiáveis: qualificar leads, escalar handoffs e proteger etapas do pipeline. Este guia é sobre critério. Quando usar um modelo, como testar, quando manter supervisão e o que um disparo proativo exige.
Comece por um modelo sempre que der
- Casos comuns (qualificar lead, escalar handoff de alta prioridade, exigir aprovação antes de Ganho): comece pelo modelo da galeria.
- Tags ou campos específicos do cliente: personalize um modelo. Não reconstrua do zero um fluxo que o modelo já resolve em grande parte.
- Experimento ainda sem nome claro: deixe em rascunho em branco, mas nunca publique sem um teste.
Os modelos iniciais incluem qualificar cada novo lead, escalar handoffs de alta prioridade e revisar antes de Ganho. Se o modelo já cobre o caso, prefira-o a um fluxo customizado paralelo.
Ciclo seguro: rascunho, testar caminho, simular e só então publicar
- Salvar rascunho
Enquanto a automação estiver em rascunho, nada roda em produção.
- Testar caminho
Roda o fluxo no mesmo motor da produção, com as ações simuladas, para você ver o caminho sem efeitos reais.
- Simular conversas
Gera roteiros de visitante na voz da marca e ensaia vários turnos. Use isso para achar falha de base e de tom, não só erro de encaixe no fluxo.
- Publicar
Publicar grava uma versão fechada. Mudança importante volta para rascunho e teste antes de rodar de novo no ar.
Primeiro com supervisão; autonomia depois
- Coloque aprovação humana em ações de alto impacto (marcar Ganho, disparo sensível, mudança agressiva de prioridade).
- Quando o caso for ambíguo, comece avisando o time em vez de agir sozinho.
- Depois de várias execuções limpas e sem surpresa, aí sim reduza o atrito de propósito.
- Mantenha Desativar como freio operacional. Um clique interrompe novas execuções sem apagar o desenho.
Disparos proativos e Termos §5A.5
- Fluxos que enviam mensagem iniciada pela empresa (template de WhatsApp, Disparos, follow-up fora da janela de 24 horas) pedem consentimento de verdade do destinatário.
- Você responde pelo opt-in e pelo opt-out. O Concierge guarda a trilha de auditoria das autorizações de envio (Termos §5A.5).
- Prefira um canal menos invasivo quando o objetivo permitir.
- Não publique automação proativa de WhatsApp se o canal falhou em Verificar configuração ou no checklist de go-live.
Cuidados no desenho do fluxo
- Uma automação tem um único gatilho inicial (o produto já impõe isso).
- Deixe as condições legíveis (prioridade, tag, etapa). Evite árvores que só quem criou entende.
- Coloque nota e contexto nas ações de handoff e aprovação para a pessoa entender o porquê.
- Não tente repetir a mesma mudança de CRM em loop. O motor já bloqueia o eco gerado por automação.
- Alinhe horário silencioso e horário comercial com o jeito que Sessões trata handoff.
Checklist antes de publicar
- Nome e descrição claros para o time daqui a três meses.
- Gatilho correto (lead capturado, handoff, cartão movido, mensagem do visitante etc.).
- Condições cobrem o caminho feliz e o que deve ser ignorado.
- Ações de alto impacto têm aprovação ou aviso humano.
- Testar caminho passou no fluxo.
- Pelo menos duas ou três simulações de conversa (caso feliz, cliente bravo, pede humano).
- Se envia mensagem: opt-in, categoria certa de template e canal saudável.
- Há um responsável nomeado que pode desativar se der errado.
- Time avisado no dia da publicação.
Depois de publicar
Nas primeiras semanas, acompanhe a fila de aprovações e o histórico de execuções. Muitos handoffs no mesmo tema costumam apontar lacuna na base ou nas diretrizes, e não “falta de mais uma automação”. Se aparecer opt-out ou reclamação, pause primeiro e só depois corrija.